Portuguese Jewellery shaped with Love -

Portuguese Jewellery curated by AORP

  • DSC_1369
  • DSC_1335
  • DSC_1373
  • DSC_5232
  • DSC_5243
  • DSC_5247
  • DSC_5267
  • DSC_5273
  • DSC_5359
  • DSC_5425
  • DSC_5443
  • DSC_5453
  • DSC_5471
  • DSC_5480
  • DSC_5493
  • DSC_5521
  • DSC_5552
  • DSC_5565
  • DSC_5596
  • DSC_5719

Actualidades

Portuguese Jewellery X MAAT Matéria-prima

A AORP e o MAAT unem-se para dar a conhecer sete jovens criadores que representam a nova joalharia portuguesa. Além de apresentarem as suas coleções em nome próprio na loja, os designers irão desenvolver uma edição exclusiva inspirada no museu.

Arte, arquitetura, tecnologia. A joalharia portuguesa projeta-se hoje em dia como uma forma de expressão criativa, onde a tradição da técnica e os metais nobres se fundem com novas perspetivas, texturas e materiais. Onde tudo é matéria-prima para a criação.

A AORP – Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal associa-se ao MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia para apresentar, na loja do museu, sete jovens criadores que redefinem os códigos da joalharia portuguesa.

Joana Santos, Vangloria, Ana Pina, Kathia Bucho, Mater Jewellery Tales, Romeu Bettencourt e Dalila Gomes foram os designers selecionados para integrar a iniciativa “Portuguese Jewellery X MAAT: Matéria-prima”. De forma rotativa, as sete marcas de autor estarão individualmente, pelo período de dois meses, à venda na loja do MAAT, juntando-se às duas marcas residentes, Maria Avillez e Leonor Silva.

A seleção representa a nova geração de joalheiros, que aliam a tradição da arte a novos conceitos contemporâneos de design. Para Fátima Santos, Secretária-Geral da AORP, “a joalharia portuguesa ganhou novos protagonistas. Provenientes de áreas muito diversas, como arquitetura, arte, design e até marketing e publicidade, trazem à joalharia portuguesa novas ferramentas e matérias-primas, não só de forma literal, porque gostam de experimentar novos materiais, mas sobretudo a nível de conceitos e abordagens influenciados pela sua formação, experiência e assinatura pessoal.”

O projeto irá culminar com a criação de uma coleção exclusiva, inspirada no edifício do MAAT, um projeto da arquiteta britânica Amanda Levete, que foi já distinguido a nível internacional por prémios como Best Museum Architecture of the Year e o Best of Best Iconic Awards 2017.

“Esta parceria com o MAAT tem uma dupla missão: por um lado, dar palco aos novos designers, que têm aqui uma montra para o mundo, mas também criar um desafio coletivo que mostre como a joalharia portuguesa é neste momento muito versátil e multifacetada, com propostas para todos os gostos, como tanto preconizamos na nossa campanha internacional Portuguese Jewellery À La Carte”.

Recorde-se que, em 2017, a AORP associou-se ao Museu de Serralves no Porto, com a criação de uma coleção exclusiva inspirada na arquitetura do museu e casa de Serralves. A iniciativa “Portuguese Jewellery Serralves Special Edition” uniu seis marcas e esteve em exposição e à venda durante um ano na loja do museu.

CALENDÁRIO PORTUGUESE JEWELLERY X MAAT
Joana Santos Jewellery – dez 18/jan 19
Vanglória Jewellery Design – fev/mar
Ana Pina – abr/mai
Kathia Bucho Jewelry – jun/jul
Mater Jewellery Tales – ago/set
Romeu Bettencourt – out/nov
Dalila Gomes Jewellery – dez 19/jan 20

JOANA SANTOS
Licenciada em arquitetura, Joana Santos olhou sempre para a joalharia com grande curiosidade, razão que a levou, em 2013, a iniciar a sua jornada de descoberta e aprendizagem. Não deixando de transportar todo o conhecimento e experiência da formação original para as suas peças, o seu desenho é minimal e geométrico e inspira-se em formas arquitetónicas, mas também nos movimentos da natureza e na arte, contrastando a racionalidade da linha com a delicadeza da técnica e a imprevisibilidade do detalhe.

MATÉRIA-PRIMA: Fio de pesca
“No fundo do mar há brancos pavores
Onde as plantas são animais
E os animais são flores. (…)
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.”

A poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen serviu de inspiração à coleção Ouriço de Joana Santos, que representa o seu lado mais artístico e concetual, expresso na conjugação da nobreza da prata com a maleabilidade e exuberância do fio de pesca vermelho.

VANGÓRIA JEWELLERY DESIGN
Vanessa Pires é a designer e criadora das joias Vanglória. Licenciada em Marketing e Publicidade, foi na joalharia que encontrou a sua paixão. As suas criações, concebidas artesanalmente, recorrendo a técnicas tradicionais, têm uma forte componente conceptual, e resultam da fusão entre o mundo concreto das formas e a intangibilidade das emoções, num processo alquímico que traz à luz joias arrojadas, plenas de simbolismo.

MATÉRIA-PRIMA: Concha de Nautilus
A Proporção Áurea, também conhecida por Phi, pode ser encontrada em inúmeros elementos do universo, sendo considerada por muitos como a manifestação divina da beleza perfeita. Um desses elementos é a concha de nautilus pompilius, que serve de inspiração à coleção Nautilus, da Vangloria. Uma fascinante representação natural da construção geométrica da espiral de Fibonacci, em que a divisão de um qualquer número sequencial pelo seu precedente vai tender para o Phi.

ANA PINA
As coleções de Ana Pina aliam a sua experiência em arquitectura a técnicas tradicionais de joalharia e conceitos contemporâneos de design, na criação de peças com inspiração marcadamente abstrata e geométrica. Peças únicas ou coleções limitadas articulam elementos de um vocabulário comum, num jogo de contrastes e texturas, relações geométricas e assimetrias, como se de letras que compõem palavras inseridas num texto maior se tratassem.

MATÉRIA-PRIMA: Esquadro
A criatividade de Ana Pina desenha-se a regra e esquadro. Em linhas que se intersetam, ângulos perfeitos e formas modulares. Geometria, estrutura, equilíbrio. A tríade ganha forma na coleção Modular de Ana Pina, inspirada na repetição e variação de elementos arquitetónicos. Nesta fusão entre os dois mundos, Ana Pina tem no esquadro o instrumento de criação. A objetividade da função ganha emoção no legado de talento, que herdou do seu pai, arquiteto e titular original dos seus esquadros de metal.

KATHIA BUCHO JEWELRY
Atraída pela elegante simplicidade das linhas minimalistas, Kathia Bucho vagueia entre estruturas mecânicas e formas geométricas extraídas do seu ambiente urbano original, introduzindo no seu trabalho detalhes inesperados que resultam em ergonómicas esculturas como uma pequena extensão do corpo que as usa. Do tradicional trabalho de joalharia clássica em materiais nobres à utilização de plásticos, nylons e borrachas, do esboço inicial em papel à criação digital, Kathia explora o seu universo quotidiano, transformando-o em peças que refletem uma verdadeira visão artística independente.

MATÉRIA-PRIMA: Cimento
O universo urbano e a sua dicotomia servem de cenário à criação de Kathia Bucho. A sua coleção City Affairs reflete a forma como nos integramos nas cidades em que habitamos. Revela formas e arestas definidas, representando o contexto arquitetónico citadino e salienta texturas que sugerem o betão e as luzes cintilantes da noite. A coleção simboliza as representações alegóricas do negativo vs positivo e a energia vibrante do ambiente urbano.

MATER JEWELLERY TALES
Contar histórias, histórias que fiquem guardadas na memória. Razão que levou Sara Coutinho, designer de produto de formação, a fundar a MATER jewellery tales. O seu trabalho está assente no legado histórico, cultural e humano, onde procura testemunhar com sensibilidade, objetividade e sensualidade território frágil. Cada peça é o resultado de fragmentos do mundo vivido e sonhado. Interpretações geometrizadas que sofrem sucessivas simplificações para que estas memórias permaneçam, através das joias.

MATÉRIA-PRIMA: Calçada Portuguesa
“Mar de pedras que inunda as nossas ruas, cantando dura poesia.” A Calçada Portuguesa é uma herança de história e cultura, que em muito se assemelha à arte de criar uma joia. Um saber-fazer, passado de geração em geração, que se materializa em cada mosaico. A tradição do desenho, a manualidade da execução, a atenção ao detalhe.  A analogia molda a coleção “Calçada” de Mater Jewellery Tales, onde ao unir as duas artes se crava a identidade de um país.

ROMEU BETTENCOURT
Romeu Bettencourt nasceu nos Açores e sonhou ser piloto deste pequeno. A sua paixão pelas dinâmicas e mecânicas aeroespaciais quase o levaram a enveredar pelas leis da engenharia, mas deixou-se antes enredar pela liberdade da criação. E é nesse paradoxo que se constroem as suas peças. Partindo de experiências e modelações plásticas, desenha joias de elegância subtil. Entre a geometria do desenho e a leveza do movimento, entre as linhas mecânicas e as formas sedutoramente femininas.

MATÉRIA-PRIMA: Hélice
O movimento das hélices de um avião sempre seduziu Romeu Bettencourt. A força e a energia da rotação, a precisão das leis da aerodinâmica, o rigor da simetria. A coleção Cuddle de Romeu Bettencourt representa este seu fascínio com a engenharia aeroespacial. Criando a ilusão de um movimento permanente, as suas joias revelam uma lógica quase matemática revestida de uma delicadeza graciosa, num equilíbrio perfeito.

DALILA GOMES JEWELLERY
Simplicidade, versatilidade e equilíbrio são alguns dos princípios subjacentes ao desenho das joias de Dalila Gomes. Licenciada em arquitetura, os traços da sua formação são evidentes nas suas peças, como a geometria, a estrutura, a ‘simetria assimétrica’, o movimento, a ilusão de ótica, sensação de infinito, entre outros. Nas joias de Dalila Gomes tudo é definido e desenhado ao pormenor, tudo tem de ser lógico e claro, regido pelas proporções certas. Na busca da perfeição, valoriza-se o rigor formal e a qualidade dos acabamentos.

MATÉRIA-PRIMA: Papel
A paixão de Dalila Gomes pela arquitetura desvenda-se em todo o seu processo criativo. A começar pelo desenho, em que não dispensa o papel. Cúmplice dos seus ensaios, esboços e esquiços. A tela branca para a sua fértil imaginação, que tem no próprio material uma inspiração, pela sua leveza, contornos, vincos, sombras, que em muito caracterizam a sua estética. Mas também é do papel que parte para a maquetização das peças. Explorando a versatilidade e descompromisso do material na experimentação de novas formas. A sua coleção Twice é reflexo disso mesmo. Uma interseção de formas côncavas e convexas, que criam um efeito ótico quase hipnotizador.

Share / Partilhar: